O Mapa
Olho o mapa da cidade
Como quem examisse
A anatomia de um corpo...
(E nem que fosse o meu corpo)
Sinto uma infinita
Das ruas de Porto Alegre
Onde ja mais passarei...
Há tanta esquina esquisita,
Tanta nuança de paredes,
Há tanta moça bonita
Nas ruas que não andei
(E há uma rua encantada
Que em sonhos sonhei...)
Quando eu for, um dia desses,
Poeira ou folha levada
No vento da madrugada
Serei um pouco de nada
Invisível, delicioso...
Que faz com que teu olhar
Pareça mais um olhar,
Suave mistério amoroso,
Cidade do meu andar,
(Desde já tão logo andar)
E talvez do meu repouso

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